Ci.ca.triz 

 Cátia Esteves

Criação Artística

Ci.ca.triz é um espetáculo de dança contemporânea para um público juvenil (+10 anos).

Neste momento o projeto encontra-se numa fase de processo de criação, com estreia confirmada para Maio 2025.

A falha que suspende ou transforma a continuidade de uma qualquer superfície é como um padrão interrompido por um novo elemento que desencadeia um novo padrão. De renovação, reconstrução e superação.

O efeito visual e emocional de uma cicatriz cria uma assimetria, um desgaste que nos conduz a uma ideia de impermanência, de constante mudança. Uma vez presente, enraíza-se e torna-se dona de uma história para contar. O vestígio de estrago, dano ou simplesmente limite, conectado á marca intemporal e mudança do padrão físico e comportamental

Vale apena esconder? Ou evidenciar? 

Conceitos 


O carácter filosófico da técnica Kintsugi (Técnica Japonesa de reconstrução de cerâmica quebrada) e a sua história servirá de referência para inspiração artística e visual. Lidar com a aceitação do desgaste natural e consciencialização de que vamos criando um guião de momentos marcantes, que nos define, nos descreve e nos caracteriza. Termos a decisão de negação e ocultação das marcas que construímos, ou a determinação e liberdade de destacar essas cicatrizes tornando-as ainda mais especiais, únicas e potenciadoras de nosso desenvolvimento interior.

A cicatriz (emocional ou física) que á partida nasce de algo negativo poderá ser transformado e relembrado em sentimentos de superação e coragem. A coleção de marcas, mais ou menos visíveis, no corpo e na memória sublinham um episodio específico, que de várias formas desagua numa luta com a pressão social padronizada e estigmatizada em que vivemos.

Na literatura, Investigações Geométricas de Gonçalo M. Tavares é outra referência que influencia e promove o ímpeto de usar uma linguagem visual simples e abstrata que retrate situações concretas banais e menos banais. O uso de uma tradução física e visual de circunstâncias comuns e identificáveis por todos. 

A camuflagem em forma de disfarce que circunda as nossas cicatrizes, é o mote para incluir a magia a surpresa e o espanto na descoberta do que é ou poderá ser. As ilustrações incluídas em Ah! de Josse Goffin servem de estímulo para concretizar e experienciar este propósito.

PLANO RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS 

_ 2024 

ABRIL | Estufa Plataforma Cultural | Torres Vedras 

JUNHO | Um Colectivo | Portalegre

SETEMBRO | Estúdios Victor Cordon | Lisboa 

_ 2025

JANEIRO - MAIO | Companhia Instável, Campus Cunha e Silva, Ginasiano Escola de Dança, Academia de Música de Vilar do Paraíso

ESTREIA 

MAIO | Armazém 22 

           | 9 - sessões escolares 

           | 10 e 11 - público geral

APOIOS 

Materiais Diversos | Projeto selecionado na Open Call Novos Materiais 2024

Fundação GDA

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